Convidamos a todos ao amor, à fraternidade, ao olhar interior, à paz, alegria e aos sorrisos vastos e fartos como cócegas de luz à lucidez do viver! Que Jesus os abençoe!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Às almas femininas


Minhas irmãs em Cristo,

Elevo meu sincero voto à Mãe Excelsa de Jesus para todos vossos corações experimentem o orvalho de seu amor desvelado e constante.
Nós, hoje, estudamos o Evangelho com lágrimas, no labor de nossa tenda humilde. Nossas lágrimas, contudo, não são as do mundo, que varrem as almas, como tempestades de fogo, no torvelinho das paixões. Foram para o nosso espírito a chuva benéfica que fecunda a terra dos sentimentos. Sentimentos a união das esperanças em torno do Mestre Divino e recordamos a Sua infinita misericórdia. É o nosso regresso ao Seu aprisco de amor inesgotável; é a ânsia de integração na substância de Sua exemplificação imortal.

A igreja doméstica erige-se novamente no íntimo santuário dos nossos corações. As mulheres modernas, nossas pobres irmãs em humanidade, costumam perder-se na imitação falsa dos labores que Deus destinou aos homens, na constituição de seus deveres sagrados.
Em todos os lugares, há um apelo criminoso e uma sugestão infeliz para que o coração feminino perca as suas características de ternura. Em toda a parte, falsas ideologias concitam a mulher a realizações desesperadas. Generaliza-se o esquecimento de que elas foi confiada a missão da vida, que, muitas vezes se executa em silêncio, como o trabalho do Todo-Poderoso, que todas as criaturas parecem ignorar.

Todas as edificações grandiosas do mundo pertencem a Deus e, apesar disso, somente os nomes transitórios de homens falíveis surgem, na publicidade de cada dia, quando todas as boas dádivas representam uma real dispensão dos céus.
Em todos os tempos os homens fizeram as batalhas, destruindo os caminhos da vida, destruindo instituições ou intoxicando patrimônios, porém, a mulher, na excelsitude de sua tarefa, foi sempre a jardineira de Jesus, plantando as flores da vida sobre as devastações dos movimentos destruidores, como a primavera que enfeita de rosas uma casa desprezada, em dolosas ruínas...
Irmãs muito amigas, nos espaços mais próximos da Terra, também existem colégios de preparação e de amor das almas femininas para revelação permanente das glórias de Deus. Procuremos saturar o coração da prece e da vigilância Daquela que, em Nazaré, soube esperar os desígnios santos do Céu a Seu respeito.

Seu manto constelado de toda as virtudes se abre generosamente para nós como um pálio divino. Saibamos compreendê-la, desde a Manjedoura até o Calvário. Seu exemplo é a luz de todos os séculos para a missionária do Cristo no seu esforço de redenção.
Transformemos o lar no templo de cada hora, onde a fé seja um ensino de todos os instantes, a dor um motivo de resgate venturoso, a esperança uma aurora perene e o amor uma fonte daquela Água viva que dessedenta toda sede coração.

Que outras criaturas frágeis e pobres se façam ao mar revolto das ilusões e das amarguras que lhe são conseqüentes, que outras desfraldem bandeiras novas na estrada das experimentações inconvenientes e tristes!... Fiquemos nós com Jesus, colocando bem alto o Seu exemplo e o Seu amor.

Esta é a pobre lembrança de vossa irmã e serva muito humilde.
Maria João de Deus

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Unificação Espírita - Maioridade do Espiritismo

" Meus irmãos, já se foi o tempo em que lançávamos ao fogo aqueles instrumentos parcialmente inadequados e deficientes. Nestes tempos de transição, somos chamados a trabalhar em momentos e ambientes adversos como instrumentos imperfeitos, porém, úteis e eficazes.
Todos vós enquadrai-vos neste contexto, sem exceções. Portanto, dilatem... os vossos olhos a fim de compreenderem o que de bom existe na atitude de cada companheiro. Todos são do Cristo! Todos querem o bem da Doutrina.
Necessário se faz o entendimento e a luz."
Osvaldo Mello sobre a Unificação Espírita - Nas fontes do amor in: Seara Bendita - por diversos espíritos - Wanderley de Oliveira - Ed. Dufaux

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A Paciência


A dor é uma bênção que Deus envia a seus eleitos; não vos aflijais, pois, quando sofrerdes; antes, bendizei de Deus onipotente que, pela dor, neste mundo, vos marcou para a glória no céu. Sede pacientes. A paciência também é uma caridade e deveis praticar a lei de caridade ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste na esmola dada aos pobres é a mais fácil de todas. Outra há, porém, muito mais penosa e, conseguintemente, muito mais meritória: a de perdoarmos aos que Deus colocou em nosso caminho para serem instrumentos do nosso sofrer e para nos porem à prova a paciência.
A vida é difícil, bem o sei. Compõe-se de mil nadas, que são outras tantas picadas de alfinetes, mas que acabam por ferir. Se, porém, atentarmos nos deveres que nos são impostos, nas consolações e compensações que, por outro lado, recebemos, havemos de reconhecer que são as bênçãos muito mais numerosas do que as dores. O fardo parece menos pesado, quando se olha para o alto, do que quando se curva para a terra a fronte.
Coragem, amigos! Tendes no Cristo o vosso modelo. Mais sofreu ele do que qualquer de vós e nada tinha de que se penitenciar, ao passo que vós tendes de expiar o vosso passado e de vos fortalecer para o futuro. Sede, pois, pacientes, sede cristãos. Essa palavra resume tudo. - Um Espírito amigo. (Havre, 1862.) Allan Kardec.



Da obra: O Evangelho Segundo o Espiritismo. 112 edição. Capítulo IX. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br . Federação Espírita Brasileira. 1996.

O que Importa

Notas o desprezo.

O abandono te tortura.

Mas o que importa é tua fé.

Ouves a calúnia.

A falsidade te fere.

Mas o que importa é tua verdade.


Assistes à revolta.

A violência te atinge.

Mas o que importa é teu perdão.


Observas o orgulho.

A arrogância te machuca.

Mas o que importa é tua humildade.


Reparas a inveja.

O despeito te constrange.

Mas o importa é tua paz.


O importante não é o que os outros pensam, falam ou fazem contigo.

O que realmente importa é tua atitude.


 

Autor: Bezerra de Menezes
Psicografia de Antônio Baduy Filho


domingo, 15 de maio de 2011

Mensagem acerca da passagem do Novo Testamento – Mateus, 4 v.5-11



Mensagem acerca da passagem do Novo Testamento – Mateus, 4 v.5-11

“O diabo o levou, então, para a cidade santa e o colocou na cumeeira do Templo e lhe falou: Se és filho de Deus, lança-te daqui abaixo. Pois este escrito: “A teu respeito ordenou a seus anjos para te carregarem nas mãos a fim de não machucares o pé em alguma pedra.”
          Disse-lhes Jesus: Também está escrito: “Não tentarás o Senhor teu Deus.” Novamente o levou o diabo para um monte muito alto e lhe mostrou todos os reinos do mundo com sua glória e lhe disse: Tudo isso te darei, se, caindo por terra, me adorares. Falou então Jesus: “Afasta-te, Satanás. Pois está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás e só a ele servirás.” Então o diabo o deixou e eis que anjos se aproximaram para servi-lo.”   Mateus, 4 v.5-11


          Que a câmara de tentação do Cristo no deserto sirva de exemplo a todos nós, que tentados nos sentimos nos revezes dos dias.  Saibamos negar as ofertas que nos são feitas a nos confundir, e com a fé irrestrita, amemos mais a Jesus, contendo o ardor daquele que é tocado por Tua luz. A presença do Cristo Cósmico em nós é ensinamento Maior em direcionamento de almas. Saibamos mais aproveitar o que nos é ofertado: a vida, as horas do dia. O verdadeiro deleite do caminho é o desejar realizar-se em felicidade assaz costumeira com as mãos unidas na fé.
          Aquele que cativa o próximo é discípulo do Senhor. Cativar no coração é sorrir, enlevar-se em luz, em fraternidade, unir-se à prima voz que te criou. Calando-se os atos, obtemos discórdia. Concórdia só o amor vigora nos seres. Por isso, unidos, cativemos, caminhemos alvoroçados pela faixa de luz que reina do Alto ao cume do SER, em longitude, em magnitude, trazendo a essencialidade. Não sejamos vaidosos. Despertemos mais a humildade santa que nos conduz. É Deus, é o grande sol, ilibado em amor, fervoroso, a cadenciar os filhos da luz em uma só marcha – o amor através dos ditos sagrados de Jesus.
          Busquem mais paz.
          Que a luz esteja com vocês.
       
                                                                                                                                Um amigo.
                                                                                                                           11 de maio de 2011



                                    

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Mãos

"... Mostrou-lhes as suas mãos..." - (JOÃO, 20:20.)

Reaparecendo aos discípulos, depois da morte, eis que Jesus, ao se identificar, lhes deixa ver o corpo ferido, mostrando-lhes destacadamente as mãos...
As mãos que haviam restituído a visão aos cegos , levantado paralíticos, curado enfermos e abençoado velhinhos e crianças, traziam as marcas do sacrifício.
Traspassadas pelos cravos da cruz, lembravam-lhe a suprema renúncia.
As mãos do Divino Trabalhador não recolheram do mundo apenas calos do esforço intensivo na charrua do bem. Receberam feridas sanguinolentas e dolorosas...
O ensinamento recorda-nos a atividade das mãos em todos os recantos do Globo.
O coraçao inspira.
O cérebro pensa.
As mãos realizam.
Em toda parte, agita-se a vida humana pelas mãos que comandam e obedecem.
Mãos que dirigem, que constroem, que semeiam, que afagam, que ajudam e que ensinam... E mãos que matam, que ferem, que apedrejam, que batem, que incendeiam, que amaldiçoam...

Todos possuímos nas mãos antenas vivas por onde se nos exterioriza a vida espiritual.
Reflete, pois, sobre o que fazes, cada dia.
Não olvides que, além da morte, nossas mãos exibem os sinais da nossa passagem pela Terra. As do Cristo, o Eterno Benfeitor, revelam as chagas obtidas na divina lavoura do amor. As tuas, amanhã, igualmente falarão de ti, no mundo espiritual, onde, interrompida a experiência terrestre, cada criatura arrecada as bênçãos ou as lições da vida, de acordo com as próprias obras.
Emmanuel do livro Fonte Viva p. 397-398

Transformação

Na mensagem intitulada "Transformação", do livro Vinha de Luz, psicografado pelo médium Chico Xavier, Emmanuel, no trecho final, nos diz: "Ninguém parte ao chamado da VidaEterna senão para transformar-se.
Morte do corpo é crescimento espiritual.
O túmulo numa esfera é berço em outra.
E, como a função da vida é renovar para a perfeição, transformemo-nos para o bem, desde hoje."
Prestando um pouco mais de atenção no cotidiano dos dias, podemos, claramente, perceber o quanto a vida é dinâmica em si mesma. Nada permanece estático. Fazemos, às vezes, força para ficarmos parados; o convite, no entanto, é sempre ao crescimento, aperfeiçoamento constante.
A natureza nos mostra isso, a todo momento. Não é necessário esperar a morte do corpo físico para nos transformarmos; mesmo porque, Kardec nos demonstrou essa realidade através da codificação espírita. O relato dos inúmeros espíritos que se manifestaram, àquela época, deixou bem claro – após a morte, permanecemos tais quais somos (ou éramos). Igualmente, hoje temos acesso a esse fato, através das comunicações mediúnicas sérias.
Assim, desse modo, não nos nascem asas ao desencarnarmos. Se quisermos chegar ao plano espiritual harmonizados, equilibrados e não tão perturbados, comecemos a nos empenhar desde agora. Lembremos que isso representa conquista; jamais um privilégio. 
 
Fonte: http://dimensoes-espiritismo.blogspot.com/2009/02/transformacao.html
 

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

PEREGRINO

        
          O Servo do Senhor te saúda em paz e pela paz aqui campinamos.
          Campineiros do Mestre Jesus, seguimos a sua orientação, o seu caminho de peregrino pelo simples ato de peregrinar. As peregrinações não são tão simplórias assim. Há de se ter força nos pés, convicção. Ter os olhos despidos de preconceitos porque ao caminhar encontraremos diversidades de mundos e todos eles pertencem a um mesmo Pai, existem a um mesmo fim: achar a luz.
          O peregrino, em sua candura, tendo suor escorrido pelos olhos pela força de sua vontade é um servo do Senhor. Pega o cajado de madeira, a forquilha em que segura e atenua suas pegadas, e procura mapeando com a vivência dos pés, o melhor solo para sentar-se e plantar, arar a terra com a luz vindoura da constelação celeste. Quando um peregrino caminha, ele está disposto a pegar sol, a pegar chuva, vento e tempestade. Ele se dispõe a viver o que o caminho lhe der, não fica escolhendo demais, apenas pede forças ao Cristo, a Deus que o gerou e segue em sua fé, caminhante em busca de lugarejos onde possa se refastelar com o dom da natureza – a água límpida, o sol brilhante. E quando nestes lugares chega, finca o pé. E aí então é que começa uma nova jornada. Fincar o pé é descobrir os entrecaminhos daquela passagem, meus filhos. Fincar o pé é caminhar sobre as pedras, atravessá-las, correr de escorpião que fica na espreita na fresta das pedras e saber se curar do veneno caso for picado porque um bom peregrino tem o maior e melhor remédio de que pode dispor – a Deus e a sua fé constante. É nela que tem que se agarrar, se valer, fazer valer o dia de sol ou de chuva que enfrentou. O peregrino sabe que tudo é passageiro. Ele chora também, ele sofre, ele clama, se revigora com os raios de sol após uma noite fria e escura, filha, mas nunca reluta e se entrega fácil à desistência ou à teimosia. Teimosia de peregrino é perseverança. Perseverança e fé e ele deixa que isso p conduza. Nessa condução ele realiza a rota da vida, da vida alegre com Jesus.
          Não meçam o quanto hão de caminhar, nem por onde. Deixem que seus corações os guiem, pois só esse recebe o afeto guardado do raio de luz dado por Jesus à tua semente. Semelhança com o Pai, Criador e criatura, almejando brilhar, regozijar da fartura de luz, assentam-se em trabalho.
          Trabalho de fé e calmaria, porque nada com pressa sucede, filha. Trabalho com luz é igual garimpo na serra que nego velho trabalhou. Tira muita sujeira, poeira que só serve para atrapalhar os olhos, tira pedaço de pedra bruta cheio de pedaços de outras pedras à volta e aí então é que pega a ferramenta, o martelinho e se esculpe, se tira, se faz a cirurgia da pedra, tira o que tem dentro, que é a pedra azul, vermelha ou amarela; é a pedra mais importante da mineração, a essência que vem da terra. Por isso meus filhos, quando forem garimpar, sigam o coração com intento a Jesus, igual ao nego velho, devagar filhos, sem aflição, mas com firmeza nas mãos, seja segurando um torete de madeira, um toco ou um cajado. Adestrem mais a vontade a fim de sentir melhor o que vem a ser a simplicidade do apelo do Cristo.
          Cristo não tinha nada de material, meus filhos e salvou a humanidade, a todos nós, ele era o enviado. E todos nós somos seus filhos, enviados por ele, também não precisamos da materialidade, precisamos do coração porque quando o coração é cordial, o corpo sente e agradece o gesto de bondade seus e de misericórdia do Pai em agraciar um encontro de luz.
           Vai peregrinando, seguindo Jesus, mas não precisa esconder os seus olhos de si mesmos. Busquem a sabedoria de saberem lidar consigo mesmos, com seus probleminhas, artíficies da vida moderna, artíficies da angústia da alma, velejadores de barcos distantes, carrancudos. Procurem conhecer a si mesmos, assim caminham com os olhos mais abertos sem os véus da maldade, da ilusão, da vaidade, arrogância, desconfiança dentre tantas outras coisas que ocupam lugar no espírito ao invés dos olhos puros da luz.
          Peregrinem meus filhos, com mais amor e esperem nos refolhos da alma, o congraçamento com a força do Divino Salvador. Ele lhes responderá.
          Que a fé de Jesus Cristo esteja com vocês.
          Nego velho se despede pedindo paz e luz às estrelas do céu para lhes conduzir.
         Que as Três Marias benditas tenham a força do raio do manto da Mãe Suprema sobre seus filhos encarnados na face da mãe Terra.

Um amigo

16 de dezembro de 2010

A CRUZ


       
          O eixo vertical leva-te à luz, o eixo horizontal leva-te ao destino. Destino o qual traças em completa corrigenda por tuas atitudes passadas - mordazes ou salutares, existirão sempre em ressonância no teu porvir. O eixo vertical eleva-te a face, cumpre o legado que a Divindade te retransmitiu. Valorizar a dulçurosa gaia mão não limita teus pés. Enxameia teu ser de brilhos de luz, sensatos, benignos, provenientes de tua fé e de teus acertos. Em determinados momentos, há de se concentrar adiante, no eixo horizontal – o que nutre valiosamente teus passos – paradigmas conflituosos exasperam-te, porém calorosa luz aguarda-te no regaço do Mestre por atravessares esta estrada. Dulcificas os olhos, os odores, os valores, a percepção. Realizas o eixo da cruz em teu caminho.
          Caminhar junto à cruz compreende sentires também esta forma em teu ser, em tua vivência. Conexão ampla com o Alto, conexão plena com o presente e o porvir.
          Adiante, andarilhos, de pés descalços na relva fresca, no amargor dos dias ou no fulgor das horas, adiante, sigam! Pés conduzem-te em moradas particulares. Pés conscienciais – estes, alinham-te ao eixo vertical – esta é a cruz que aprumas em teu ser nas lutas com convicção de fazeres novos momentos. Santifique esta cruz como elemento sagrado de salvação. O orgulho dito santo é daquele que cumpre seu dever perante as pradarias do Mestre.
         Ter honras de amor, fazer juz à luz porque percorreu qual cavaleiro andante, em brava coragem, destemido, sem desassossego perante ao que possa encontrar, mas sereno por ali estar a segurar a sua cruz ao invés da lança e jorrar em prantos, palavras ao Alto: Mestre, faz-me teu guerreiro, teu obreiro – encantador em benécias, auxiliador de tuas obras.
         Caminhe com prudência a resgatar o discurso exaltado pela vontade e sigas assim o teu destino – caminhar nos verdes prados de Nosso Senhor Jesus.
          A cavalaria desmonta e, em gesto de humildade e fé, encoraja-se e agradece ao Pai Supremo - Deus Celeste das abóbadas serenas celestiais.
          Em nome do Pai, Filho, Espírito Santo. Amém.
          Em cruz, agradeço. Em cruz me despeço. Aqui, encontra-se um filho teu, Senhor.
          Polarize a luz em tuas nações, meu Senhor, perpetue o bem celeste em todos os corações.
Teu servo da Cruz.

Um amigo.

11 de novembro de 2010

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Oração de Agradecimento – Amália Rodrigues e Divaldo Franco

AGRADECEMOS-TE SENHOR, PELA GLÓRIA DE VIVER
PELA HONRA DE AMAR!
MUITO OBRIGADA SENHOR, PELO QUE ME DESTE, PELO QUE ME DÁS!
MUITO OBRIGADA PELO PÃO, PELO AR, PELA PAZ!
MUITO OBRIGADA PELA BELEZA QUE MEUS OLHOS VÊEM
NO ALTAR DA NATUREZA!
OLHOS QUE FITAM O AR, A TERRA E O MAR.
QUE ACOMPANHA A AVE FAGUEIRA QUE CORRE LIGEIRA PELO CÉU DE ANIL,
E SE DETÉM NA TERRA VERDE SALPICADA DE FLORES
EM TONALIDADES MIL!
MUITO OBRIGADA SENHOR PORQUE EU POSSO VER O MEU AMOR!
DIANTE DE MINHA VISÃO, PELOS CEGOS, FORMULO UMA ORAÇÃO.
EU SEI QUE DEPOIS DESTA LIDA, NA OUTRA VIDA,
ELES TAMBÉM ENXERGARÃO!
OBRIGADA PELOS MEUS OUVIDOS QUE ME FORAM DADOS POR DEUS.
OUVIDOS QUE OUVEM O TAMBORILAR DA CHUVA NO TELHEIRO,
A MELODIA DO VENTO NOS RAMOS DO SALGUEIRO,
AS LÁGRIMAS QUE CHORAM OS OLHOS DO MUNDO INTEIRO.
DIANTE DE MINHA CAPACIDADE DE OUVIR, PELOS SURDOS, EU TE QUERO PEDIR;
EU SEI QUE DEPOIS DESTA DOR, NO TEU REINO DE AMOR,
ELES TAMBÉM OUVIRÃO!
MUITO OBRIGADA SENHOR PELA MINHA VOZ
MAS TAMBÉM PELA VOZ QUE CANTA, QUE ENSINA , QUE ALFABETIZA;
QUE CANTA UMA CANÇÃO E TEU NOME PROFERE COM SENTIDA EMOÇÃO!
DIANTE DA MINHA MELODIA QUERO TE ROGAR PELOS QUE SOFREM
PELOS QUE SOFREM DE AFASIA, PELOS QUE NÃO CANTAM DE NOITE
E NÃO FALAM DE DIA.
EU SEI QUE DEPOIS DESTA DOR, NO TEU REINO DE AMOR,
ELES TAMBÉM CANTARÃO!
MUITO OBRIGADA SENHOR PELAS MINHAS MÃOS!
MAS TAMBÉM PELAS MÃOS QUE ORAM, QUE SEMEIAM, QUE AGASALHAM.
MÃOS DE AMOR, MÃOS DE CARIDADE E SOLIDARIEDADE.
MÃOS QUE APERTAM AS MÃOS. MÃOS DE POESIA,
DE CIRURGIA, DE SINTONIA, DE SINFONIA, DE PSICOGRAFIAS…
MÃOS QUE ACALENTAM A VELHICE, A DOR E O DESAMOR!
MÃOS QUE ACOLHEM AO SEIO DO CORPO, UM FILHO ALHEIO, SEM RECEIO.
PELOS MEUS PÉS, QUE ME LEVAM A ANDAR SEM RECLAMAR.
MUITO OBRIGADA SENHOR, PORQUE POSSO BAILAR!
OLHO PARA A TERRA E VEJO AMPUTADOS,
MARCADOS, DESESPERADOS, PARALISADOS…
EU POSSO ANDAR!!! ORO POR ELES.
EU SEI QUE DEPOIS DESSA EXPIAÇÃO,
NA OUTRA REENCARNAÇÃO, ELES TAMBÉM BAILARÃO.
MUITO OBRIGADA SENHOR, PELO MEU LAR!
É TÃO MARAVILHOSO TER UM LAR…NÃO IMPORTA SE ESTE LAR É UMA MANSÃO,
UM BANGALÔ SEJA LÁ O QUE FOR!
IMPORTANTE É QUE DENTRO DELE EXISTA AMOR.
O AMOR DE PAI, DE MÃE, DE MARIDO E ESPOSA,
DE FILHO, DE IRMÃO…
DE ALGUÉM QUE LHE ESTENDA A MÃO,
MESMO QUE SEJA O AMOR DE UM CÃO,
POIS É TÃO TRISTE VIVER NA SOLIDÃO!
MAS SE NÃO TIVER NINGUÉM PARA AMAR, UM TETO PRA ME ACOLHER,
UMA CAMA PARA ME DEITAR… MESMO ASSIM, NÃO RECLAMAREI,
NEM BLASFEMAREI. SIMPLESMENTE DIREI:
OBRIGADA SENHOR, PORQUE NASCI.
OBRIGADA SENHOR, PORQUE CREIO EM TI.
PELO TEU AMOR, OBRIGADA SENHOR!


Mensagem de Eurípedes Barsanulfo

“Não basta querer saber, é necessário viver a nossa crença, isto é, fazer penetrar na prática cotidiana da vida os princípios superiores que adotamos.”
São palavras de Léon Denis que estão registradas no seu livro “O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR”
Não basta crer nem saber – crer e saber, os dois estágios avançados da fé. O crer é o primeiro estágio. O saber é o estágio definitivo em que não apenas acreditamos em algo, em que não apenas temos fé em alguma coisa, mas, sim, sabemos. Temos a certeza por uma experiência pessoal, intransferível.
Sabemos.
Não basta crer nem saber – os dois estágios ainda não são suficientes para que alguém possa estar na plenitude do testemunho cristão.
É mais do que isto, conforme enfatiza Léon Denis – é necessário viver. Viver a nossa crença, fazer penetrar na prática cotidiana da vida os princípios superiores que adotamos. Aí sim, teremos aliado a certeza, o saber, a fé, enfim lúcida, racional com a ação, com a conduta, com a vivência.
Isto, meus filhos, é a condição “sine qua non” de uma Casa Espírita: a parte teórica e a vivência. A vivência como um todo na própria coletividade da Casa e de cada um “per si”.
De cada um daqueles que a constituem, que representam, no plano físico, a diretoria material, representante daquela outra existente no plano espiritual que assessora, orienta, direciona, inspira, sustenta.
Essa vivência, o testemunho de cada dia é realmente a parte decisiva que vai conferir maturidade o grupo, à Casa.
Os alicerces materiais podem já estar estruturados, a Casa Física pode até mesmo já estar construída, acabada, no seu aspecto físico, mas a Casa Espiritual se constrói dia a dia, diuturnamente, nessa vivência que deve ser aquela que o evangelho do Cristo nos aponta e que doutrina espírita revivescer.
Então surgem as dificuldades.
Todos vocês, todos nós, não ignoramos essas dificuldades, nós as conhecemos e sabemos quão difícil é, muitas vezes, vivenciar numa equipe lado a lado e vencer os percalços, as idiossincrasias, as querelas que surgem, que despontam aqui e ali por força das circunstâncias, por força das nossas próprias falhas humanas, dos nossos pontos deficientes, nas arestas que necessitamos burilar.
Portanto, meus filhos, o amor deve ser a base, a estrutura, a argamassa em que se levantam as paredes, tijolo por tijolo no plano espiritual – na argamassa do amor para que cada tijolo que for colocado, assentado, seja realmente representativo desse sentimento.
A tolerância, a compreensão, a solidariedade, o caminhar junto, aprender a ouvir o outro, respeitar, a ética – são expressões do amor, que se manifesta de uma forma ou de outra. E a caridade, a caridade por excelência tudo isso, são expressões que devem existir e caminhar a cada momento, como a fé que existe em nós, esta certeza a se consubstanciar materialmente no dia-a-dia.
Os percalços existem, existirão, surgirão, porém, se houver amor, se houver o sentimento da caridade, o velho sentimento da caridade, saberão vencer, superar e prosseguir.
Estejam certos que Léon Denis está realmente acompanhando, inspirando e orientando essa trajetória que ora se inicia.
É bom assim, meus filhos, que ela se inicie simplesmente, humildemente, o número não importa, a qualidade, o sentimento, as intenções, isto sim, é que conta realmente.
É preferível caminhar agora de uma pequena semente do que tentar começar com algo maior, talvez grandioso para as aparências mundanas mas que repreende apenas uma imagem falsa, numa aparência que se diluiu ao contato das dificuldades que surgem a cada momento.
Começar do começo, começar anonimamente, talvez, para que se projete no futuro, porque o nome de Léon Denis é, por si só, um farol a iluminar as trevas. E a casa que surge com este nome representará o seu patrono no plano físico.
Que vocês possam fazer da melhor forma possível, caminhando com amor, de mãos dadas, com compreensão. Ah, como necessitarão de exercitar tudo isto dia a dia, hora a hora, minuto a minuto. Mas conseguirão, por que já trazem uma folha de serviços e já estão com o Ideal Maior a norteá-los.
Jesus muito espera do bom trabalhador.
São os trabalhadores das horas últimas, são aqueles que vêm e vêm cumprir uma jornada que irá representar talvez mais do que os que iniciaram no alvorecer, porque terão que se desdobrar afanosamente, mas receberão aquilo que lhes cumpre receber.
Jesus muito espera do servo fiel.
Permaneçamos fiéis ao Cristo. Não tenham receio. Caminhem. Caminhem com entusiasmo, com ânimo, de olhos voltados para o futuro, para o amanhã que não tarda, para este sol radioso que lhes ilumina desde agora, como ilumina a todos esses dos grupos, esses núcleos que surgem, que já estão no labor, as Casas que já têm uma folha de serviços de dezenas de anos – e que todos juntos formem no nosso grandioso Movimento Espírita.
Que pode apresentar falhas, sim, e apresenta, mas que na verdade está expressando o Ideal Maior da Doutrina Espírita, aquele que Allan Kardec veio trazer e que hoje se faz nas Terras do Cruzeiro como uma realidade abençoada.
Caminhemos juntos, unidos, com amor, com fraternidade, com tolerância. O mestre está à nossa espera.
Filhos queridos estejam em paz, estejam confiantes e permaneçam unidos .
O amor do Cristo nos constrange.
Que possamos um dia, como Paulo de Tarso, dizer: “Trazemos as marcas do Cristo.”
Que importa, portanto, o mundo lá fora? Jesus sabe e nos conhece.
Que essas marcas possam realmente representarem o nosso distintivo, um emblema do trabalhador fiel, do servo fiel.
Jesus nos abençoe e nos guarde na Sua paz.



Mensagem psicofônica recebida pelo médium Suely Caldas Schubert, na noite de 16/06/1993, por ocasião da solenidade de eleição e posse da Primeira Diretoria do IELD, na cidade de Juiz de Fora – MG, do benfeitor espiritual Eurípedes Barsanulfo.